Muita gente acaba confundindo os “ataques de pânico” com o Transtorno de Pânico.
Os ataques de pânico são descritos como surto abrupto de medo intenso ou desconforto intenso que alcança um pico em minutos e durante o qual ocorrem quatro (ou mais) dos seguintes sintomas:
- Palpitação
- Sudorese
- Tremores
- Sensação de falta de ar
- Dor torácica
- Sufocação
- Náusea / Desconforto abdominal
- Tontura, desmaio
- Desrealização ou despersonalização
- Parestesia
- Calafrio ou onda de calor
- Medo de perder o controle ou enlouquecer
- Medo de morrer
Os ataques de pânico podem acontecer de maneira isolada ou estar relacionada com outros transtornos. Por exemplo: alguém com fobia social poderá ter um ataque de pânico ao apresentar uma palestra.
Já no transtorno de pânico será necessário preencher alguns critérios, como:
- Apresenta ataques de pânico recorrentes e inesperados (como descrito anteriormente)
- Preocupação em ter novos ataques de pânico ou sobre suas consequências (por exemplo, “medo em ter um ataque cardíaco”, ou “medo de enlouquecer”)
- Mudança de comportamento relacionada aos ataques (por exemplo, se esquivar de realizar atividades físicas por achar que haverá um novo ataque de pânico)
- Essas perturbações citadas não podem ser por efeito de uma substância (medicamento ou drogas lícitas / ilícitas) ou outras condições médicas
- Essa perturbação não é explicada por outro transtorno mental
Ficou claro que existe uma diferença entre o Transtorno de Pânico e os Ataques de Pânico?
O que fazer diante essas situações?
O recomendado é que se busque um atendimento com um profissional capacitado, como um psicólogo e/ou um psiquiatra, uma vez que o tratamento combinado, ou seja, farmacoterapia e psicoterapia tem maior evidência no tratamento do transtorno.
Texto: Dr. Bruno H. Maçaneiro | Psiquiatra | CRM/SC 24615 | RQE: 21770