A entorse do tornozelo é um movimento brusco, que leva a um estiramento ou ruptura de ligamentos de uma articulação. Esse é um tipo de lesão muito comum no universo da fisioterapia, apesar de menosprezado por diversos pacientes que, sem saber da gravidade, não dão importância ao tratamento.
No geral, as entorses são mais comuns em adultos jovens, atletas e idosos – esses não necessariamente por exercícios, mas também por fatores naturais do envelhecimento. Em uma entorse de tornozelo, as estruturas anatômicas da articulação costumam ser afetadas, como músculos, tendões e, em casos mais graves, ossos e cartilagens, podendo evoluir para complicações ligamentares.
As lesões no ligamento podem ser diferenciadas pela gravidade, indo desde o estiramento até a ruptura completa. É comum surgir dor e inchaço, contudo, é possível caminhar com pouca dor. Em uma entorse mais grave, pode ocorrer sensibilidade e contusões ao redor do tornozelo, provocando dificuldade na locomoção.
O profissional ortopedista, geralmente, realiza o diagnóstico médico da entorse de tornozelo, pois é o mais indicado para entregar o resultado e efetivar uma análise fidedigna da lesão. Ele se apoia em exames como raio-x, ressonância magnética, ultrassonografia e tomografia.
Quando identificado o problema, as dicas de tratamento sempre passam pela fisioterapia – principalmente quando se refere à reeducação proprioceptiva, pois evitará a instabilidade e novas fraturas. Em casos mais graves, que são menos comuns, o tratamento é cirúrgico. Porém, dependendo do tipo de fratura, pode ser necessária mais de uma intervenção cirúrgica, chamada de reparo do ligamento.